Receitas da Sonangol atingem 17,7 mil milhões de dólares

Compartilha

A Sonangol pagou 1.572 mil milhões de dólares em impostos ao Estado durante o ano passado, deduzidos de um volume de negócios de 17,7 milhões de dólares ao longo daquele período, anunciou ontem, em conferência de imprensa realizada em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da companhia.

Carlos Saturnino indicou que 8,9 mil milhões de dólares resultaram de receitas directas da empresa, detida maioritariamente pelo Estado angolano, e a outra parcela das empresas onde a companhia detém participações.

A empresa de hidrocarbonetos, de acordo com o gestor, segue uma trajectória de redução de custos desde a entrada em funções, em Setembro de 2017, do actual Chefe de Estado.
No ano passado, segundo Carlos Saturnino, a Sonangol poupou 1.483 milhões de dólares, sendo mil milhões nos blocos 20 e 21, outros 391 milhões com o frete de navios sonda, quatro milhões em pagamentos Odebrecht e 20 milhões nas actividades de pesquisa e produção. 
As poupanças obtidas, referiu, não incluem o montante aplicado na reactivação dos investimentos da empresa, que perderia 250 milhões de dólares no Iraque em multas, no ano passado, se não tivesse cumprido com as suas obrigações. 
Durante o ano transacto, a empresa assinou novos acordos, visando repor os níveis operacionais, tendo em conta o desgaste de alguma áreas de exploração. Com a BP rubricou um acordo de investimento no Campo Platina, no Bloco 18, e outro acordo para extensão da licença de produção do projecto Grande Plutónio no mesmo bloco, com a perspectiva de vir a ter uma participação de 8,00 por cento.
Ainda com a BP, foi rubricado um acordo para exploração nos blocos 18 e 31 e outro para estudo de opções no Bloco 18/15. A entrada em produção do Projecto Kaombo atingiu, em Dezembro passado, 107 mil barris, o pico da previsão inicial.
O grande revés que a empresa teve, em 2018 (um processo que se repete desde 2014, de acordo com Carlos Saturnino), foi a desvalorização do kwanza face ao dólar, que não foi acompanhada pela actualização dos preços dos combustíveis, que a empresa adquire em divisa para cobrir o défice da única refinaria em funcionamento no país.
Os custos de refinação de combustível no país, de acordo com o gestor, estão muito aquém dos preços praticados no mercado.
A título de exemplo, disse, a empresa comercializa o Jet A1, que é produzido a um custo mínimo de 0,51 kwanzas, por 0,36 kwanzas. 
As declarações de Carlos Saturnino, que mostram a trajectória de recuperação da Sonangol, depois dos abalos porque passou em consequência da queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional, em 2014, foram proferidas no dia em que a empresa completou 43 anos. 
Por esta mesma altura, no ano passado, a companhia revelou volumes de negócios mais degradantes de 2015 a 2017, passando de 17 mil milhões de dólares no primeiro ano, com um lucro líquido de 346 milhões, para 14 mil milhões de dólares e resultados de 80 mi-lhões em 2016, bem como negócios de 15 mil milhões e resultados de 224 milhões de dólares em 2017. 
Em 2017, afirmou Carlos Saturnino ao divulgar o de-sempenho da companhia naquele período, a dívida líquida da Sonangol caiu para 4,894 mil milhões de dólares, como resultado de um desembolso do Estado, de dez mil milhões de dólares, depois de em 2015 estar fixada em 13 mil milhões e em 2016 em 9,8 mil milhões de dólares.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.