FMI encoraja operadores brasileiros

O representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou a um grupo de empresários brasileiros implantados em Angola que as perspectivas da instituição em relação à reforma cambial e a taxa de câmbio “são animadoras”.

Max Alier indicou, para justificar as declarações, que percebe-se que as listas de espera para a compra de divisas nos bancos “estão bem menores”, mas reconheceu, também, que “a questão do câmbio” na actual conjuntura não é exclusiva de Angola.
O FMI considera que, em 2018, os maiores desafios residem na estabilização do câmbio, em colocar a dívida numa trajectória sustentável e no pagamento dos atrasados, metas em relação às quais disse que a instituição está “optimista”.
Max Alier estabeleceu uma comparação entre a evolução actual e o cenário de 2014, no início da crise, concluindo que houve uma melhoria significativa, mas com muitos obstáculos por superar.
“Naquele ano, o Governo começou a cortar gastos e, por motivos alheios a Angola, as linhas de crédito oriundas do Brasil também ‘secaram’”, com o que os empresários brasileiros sofreram dois choques ao mesmo tempo”, recordou.
As declarações foram feitas numa palestra promovida quinta-feira pela Associação de Empresários Brasileiros e Executivos em Angola.