Centenas de detidos por lavagem de dinheiro

Mais de 200 pessoas foram detidas e cerca de três mil pessoas que transportavam dinheiro foram identificadas numa mega operação da Europol contra a lavagem de dinheiro, entre Setembro e Novembro.

A mega operação envolveu 31 países e, segundo um comunicado de imprensa da Europol, permitiu a identificação de 3.833 "mulas" de dinheiro, bem como de 386 angariadores, dos quais 228 foram detidos.
Uma "mula" de dinheiro é o nome dado a um correio humano usado para despistar transferências de dinheiro internacionais com origem em actividades criminosas.
Foram abertas 1.025 investigações, precisando a agência que "muitas estão ainda a decorrer", tendo sido evitadas perdas "no valor de 12,9 milhões de euros".
Segundo a Europol, mais de 650 bancos, 17 associações bancárias e outras instituições financeiras colaboraram na detecção de 7.520 transações fraudulentas.
Além das autoridades policiais de 31 países, colaboraram na operação de combate ao branqueamento de capitais a Eurojust (unidade de cooperação judicial da União Europeia) e a Federação Europeia de Bancos.

Operação na Cidade do Cabo é distinguida

As Linhas Aéreas de Angola (TAAG) anunciaram ontem, em comunicado, ter ganho o prémio “Feather” do Aeroporto Internacional da Cida-de do Cabo, África do Sul, o qual reconhece as grandes melhorias no desempenho da companhia aérea em todos os sectores.

O documento atribui o galardão a uma pontualidade próxima dos 100 por cento na Cidade do Cabo, de Janeiro a Setembro do ano em curso, um período em que “nenhum único voo partiu atrasado” daquele aeroporto, no que “pode ser considerado como um bom desempenho para qualquer companhia aérea”.
O prémio foi conquista-do contra a concorrência de companhias aéreas como a Kenya Airways, Ethiopian Airlines, Air Namibia e ou-tras que partem da Cidade do Cabo, para onde a transportadora angolana opera com quatro frequências semanais, conectando as cidades de Lisboa, Porto, São Paulo e Havana.
De acordo com o documento, o prémio também distingue a “boa gestão operacional desempenhada por Rupert Greyling no aeroporto da Cidade do Cabo”, que é um funcionário “bem conhecido pelos passageiros frequentes da companhia” que fornece, com o agente de assistência da transportadora angolana, a Menzies Aviation, “um consistente e alto nível de serviços ao longo de vários anos”.
O presidente da Comissão Executiva da TAAG, Rui Carreira, considerou o prémio “gratificante”, por mostrar que “o bom trabalho realizado pela equipa surtiu efeitos, sendo que, também, é um bom exemplo motivacional para o resto das nossas equipas”.

Equipa multissectorial em consultas no Bengo

Representantes empresariais e institucionais do Bengo mantiveram na terça-feira um encontro de auscultação sobre a implementação dos programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) e de Apoio ao Crédito (PAC).

As equipas da Unidade Técnica de Coordenação do PRODESI (UTC-PRODESI) iniciaram, a 18 de Novembro, visitas a projectos do sector privado na Huíla e Benguela, em deslocações que vão cobrir o país para avaliar o potencial da aplicação dos programas de iniciativa institucional que visam a diversificação económica do país.

No Bengo, a equipa multissectorial visitou cooperativas agrícolas e fazendas nos municípios do Dande e Dembos,fazendo um balanço positivo da evolução da produção, apesar de constatar a existência de uma grande quantidade de produtos a aguardar por escoamento.
De acordo com o chefe da equipa multissectorial, o técnico do Ministério da Economia e Planeamento João Cosse, o encontro e as visitas realizadas no Bengo têm o objectivo de apoiar o sector produtivo.
“Com aprovação do PAC, em Maio deste ano, recomendou-se que as equipas multissectoriais e os bancos que subscreveram o projecto desloquem-se às províncias para interagir directamente com os agentes económicos e verificar que projectos carecem de apoios, principalmente entre as cooperativas e fazendas agrícolas, para possíveis financiamentos”, lembrou.
Os financiamentos do PRODESI são concedidos pelo PAC, que figura como braço financeiro do Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Ex-portações e Substituição de Importações.


Administrações licenciam postos de abastecimento

As administrações municipais afectas a Luanda passam a emitir licenças para venda de derivados do petróleo e construção de postos de abastecimento de combustíveis com até 200 metros cúbicos de capacidade, o que se torna possível com a desconcentração e transferência de competências relacionadas ao sector dos Petróleos.

O anúncio foi feito ontem à imprensa, em Luanda, pelo chefe de Departamento de Regulamentação Técnica do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), Janeiro Agostinho.

De acordo com o responsável, no campo de acção da desconcentração e transferência de competências relacionadas ao sector dos Petró-
leos, a emissão de licenças para comercialização dos derivados do petróleo e construção de postos de abastecimento de combustíveis com aquela capacidade, que antes era de responsabilidade do IRDP, passou a ser das administrações municipais.
Janeiro Agostinho indicou que, por intermédio do Portal do Munícipe, uma plataforma electrónica instalada nas administrações municipais de Luanda, os interessados podem obter, num prazo de sete a 15 dias, licenças para construção e exploração de postos de abastecimento de combustíveis, bem como a licença para revenda de gasóleo para consumo industrial.
Nessa mesma perspectiva, os operadores podem obter as licenças para co-mercialização a retalho de lubrificantes, gás butano e petróleo iluminante. “Basta que os interessados se desloquem às administrações e apresentem a solicitação das licenças que pretendem depois de constituírem todos os documentos e requisitos necessários”, acrescentou o chefe de departamento do IRDP.
Com a transferência de competências para as administrações, o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo fica, entre outras, com a responsabilidade de emitir licen-ça de maior capacidade.
Para garantir que a emissão de licenças nas administrações ocorra sem sobressaltos, o IRDP, órgão tutelado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, realizou ontem um seminário dirigido aos funcionários das administrações da província de Luanda.
Nos dois dias do seminário, ministrado por técnicos do IRDP, os participantes discutem assuntos como a legislação dos derivados do petróleo e os procedimentos administrativos para o licenciamento.
No discurso de abertura do seminário, que conta com o apoio do Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado, o director-geral do IRDP, Abílio Ferreira, considerou o encontro “importante” para a melhoria do ambiente de negócios no sector, uma vez que, depois de capacitados, os participantes, provenientes de todos os municípios de Luanda, vão assegurar, nas administrações, a continuidade da emissão de licenças.
“Esperamos, assim, ‘facilitar a vida’ dos empreendedores e contribuir para que mais fácil e rapidamente surjam mais postos de abastecimento de combustível e estabelecimentos de comercialização de gás butano, petróleo iluminante e lubrificantes em todos municípios do nosso imenso território”, referiu o director-geral.

Preços do Jet A1 voltam a subir

O preço de referência do combustível de aviação, do Jet A1 (Platts), é ajustado em alta de 5,98 por cento, com o litro a passar de 219,82, em Novembro, para 232,97 kwanzas, a partir de amanhã, anunciou o Ministério das Finanças em comunicado.
O documento também estabelece um aumento de 6,37 por cento do Preço Base da Costa ou na Refinaria (PBC), com o valor do litro a ascender de 242,75 para 258,21 kwanzas, bem como do Preço de Venda de Logística e Distribuição (PVD), que passa de 276,94 para 300,11 kwanzas por litro, ou mais 8,37 por cento.
O Preço de Aeroinstalação, que inclui taxas e impostos, sobe 8,30 por cento, passando de 324,55 para 351,47 kwanzas, de acordo com o documento que vem assinado pela secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva.
O ajustamento automático dos preços do Jet A1 é estabelecido pelos decretos Executivo 132/19, de 6 de Junho, e Presidencial 206/11, de 29 de Julho, e ocorre depois de ouvidos o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo e os operadores do sector.

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